A qualidade da água distribuída em Vinhedo passa também por monitoramento contínuo e análises laboratoriais independentes ao longo de todas as etapas do sistema de abastecimento. Segundo a Sanebavi, o controle inclui desde a captação nos mananciais até a chegada da água à rede de distribuição.
Nas últimas semanas, o tema ganhou atenção após moradores relatarem alterações na cor, no odor e no gosto da água em regiões atendidas pelo sistema ETA 1. De acordo com a autarquia, a situação foi provocada por oscilações nos teores de ferro em mananciais do sistema, mas sem comprometimento da potabilidade, o que mantém a água própria para consumo.
Para garantir a segurança do abastecimento, a Sanebavi mantém contrato com a empresa Controle Analítico Análises Técnicas Ltda, laboratório independente responsável por atestar a qualidade da água distribuída no município. A empresa é acreditada pelo Inmetro e certificada conforme a norma ABNT NBR ISO/IEC 17025, que estabelece critérios de competência para ensaios laboratoriais.
O monitoramento segue as exigências da Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, que define os padrões de qualidade da água para consumo humano no país. As análises incluem parâmetros físicos, químicos e microbiológicos considerados essenciais para verificar a potabilidade.
Segundo a Sanebavi, o plano de controle prevê coletas semanais durante todo o ano, além de análises periódicas voltadas à identificação de bactérias, protozoários, substâncias químicas, agrotóxicos e outros indicadores relacionados à qualidade da água.
A autarquia informa ainda que o controle é feito de forma abrangente, acompanhando toda a trajetória da água no sistema de abastecimento. O objetivo, segundo o órgão, é assegurar que a água distribuída à população permaneça dentro dos padrões exigidos pelos órgãos de saúde.
Com investimento anual de aproximadamente R$ 1,4 milhão, o contrato de controle de qualidade está entre os mais relevantes mantidos pela autarquia. A Sanebavi afirma que, mesmo diante das alterações recentes percebidas por moradores em parte da rede atendida pela ETA 1, a água permaneceu adequada para o consumo humano.